sábado, 21 de Novembro de 2009

Oh girls just wanna have fun.


Chove lá fora e eu não poderia estar menos importada com isso. Faz sol cá dentro, depois do tempo nublado que pairou por estes lados durante uns escassos dias. Hoje tenho um dia bom à minha espera, com laços antigos daqueles que a passagem do tempo não quebra. Vou só ali ser feliz, sim?

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009


Com o indicador sobre os lábios faço-te a mímica universal do silêncio. Não digas nada. Vem e deixa-te ficar. Ouve-me se a minha disposição for falar; escuta-me naquilo que te digo no silêncio. Não me limpes as lágrimas que não choro por ti e muito menos sintas qualquer réstia de esperança. Essa foi-se, há demasiado tempo. Tudo aqui é morno e vivemos em banho-maria, quando já fomos água a fervilhar numa panela sem fundo. Ainda agora o coração se apertava ao falar de ti e dei por mim numa sessão de exorcismo, vendo como me saías aos poucos do corpo e do peito, amaldiçoando as lágrimas que nunca me obedeceram. Vai, não quero voltas a dar. Não há voltas a dar.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009


You were there for summer dreamin',
And you are a friend indeed.
And I know you'll find your freedom,
Eventually, for eternity.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Ordinary People * John Legend

" We both still got room left to grow"

Sonhei. Muito. A ponto de acordar mais cansada do que quando me deitei. E acordei embalada nesta música e com esta frase a martelar-me o interior do crânio. Porquê? Até desconfio saber qual a justificação mas prognósticos só no fim do jogo, já dizia o outro.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Try just a little bit harder.

Há alturas em que me sinto tentada a parar e a pensar-te. Deleito-me por futuros dúbios que correm na incerteza e dualidade das vidas e adivinho-nos um fim comum. Não um fim como o terminar de histórias vividas em paralelo mas o fim como início. Sinto de coração praticamente pleno que a correnteza que me arrasta e te arrasta acabará por ser una. Plenitude essa siamesa da que um dia me fez ser plenamente tua, de peito aberto e sorriso nos lábios. Plenitude que um dia me garantiste, numa intimidade de almas irracionais que amavamos, cada um à sua maneira. E acabo por me perder no mundo colorido da imaginação, simplesmente pela certeza que nenhuma peça encaixará no meu puzzle complicado e confuso como a tua. Encaixe esse que transborda o físico, onde sempre nos perdemos e entendemos, negando-nos. Há fits que não se encontram em qualquer lado e o nosso é um deles. É difícil traduzi-lo ou sequer categorizá-lo, sabendo eu de cor que valerá sempre a pena vivê-lo. Não sei como te garantir tudo isto quando eu mesma me forço à cegueira do que está bem à frente dos meus olhos. Fechei-os um dia, jurando não os mais abrir para ti, porque um dia me roubaste a essência do peito e até hoje ninguém foi capaz de me a devolver. Procurei noutras vidas, noutros beijos, noutras conversas, noutros cheiros. Nada.

Nunca ninguém ficou como tu insistes em ficar e é por isto, meu querido, que nos adivinho afluentes distantes, com um desaguar comum. O único que ainda não posso adivinhar é se seremos rio ou oceano, na minha ou na tua cama.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Curtas. #2


Tens-me mostrado tantas coisas e eu continuo sem saber por onde quero ir. É apetecível deixar-me embalar no novo, nesta lufada de ar fresco que tudo o que me chega de ti traz, mas ao mesmo tempo forço-me os pés no chão. Amarro o meu barco, firme, com medo da maré alta que pode (ou não) surgir a qualquer momento. E depois penso Eu nunca fui de medos e deixo o vento soprar.

Tentações.

Eu lutei, juro-vos que sim. Durante meses eu aboli qualquer espécie de animalidade do meu guarda-roupa mas.. Hoje cedi. O lepard print andava a crescer dentro de mim e hoje não tive escapatória. Não sei se foi da chuva mas a verdade é que eu A-DORO o meu casaco novo e prevejo mais aquisições do mesmo género. Desculpem qualquer coisinha.