terça-feira, 18 de maio de 2010

Dias. Meses. Anos.

Um anel. Amarelo, de sol. De forma tosca, endurecido pelo esconderijo forçado numa qualquer gaveta que não me faça lembrar de ti.
Uma casa. Azul, de céu. Casa onde queria ser, contigo.
E cartas, muitas cartas.
Promessas gigantes na nossa pequenez, muralhas de fé que chegavam para os dois e um Amor que apetecia gritar, do tanto que nos preenchia. Se me roubassem corrias o mundo, dizias. Roubaram-me. Ou perdeste-me, já nem sei. O único que não consigo negar é o coração que me arde no centro do peito e tudo aquilo que choro. Porquê?
Traz-me essas respostas e aí ensinar-te-ei como se ama assim, sem doer, sem projectar. Volta a ser arquitecto de nós e voltarei a ser viajante. Mostrando-te mundos, num dócil sorriso.

3 comentários:

D. R. disse...

Lindo...

Ele virá. E ensinar-lhe-ás tudo.

Beijinho*

P! disse...

Ai amiga... até suspiro !

Joana Almeida disse...

Isso é que era!