quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Agora eu recebia o dom de comandar a minha vida, pode ser? Entrávamos no meu mundo e as regras eram minhas. Eu decidia até onde brincávamos e mudava o que me apetecesse, quando quisesse. Só porque sim. Pela pura e frágil sensação de pertença, de solidez, de calma. Imagina uma tartaruga de pernas para o ar, incapaz de recuperar a ligação com a terra e assim, sentir-se parte dela. Imagina e ai me tens. Descobres quem colocou o céu no lugar da terra e vice-versa? Descobre e trá-lo até mim, preciso de conversar com ele. Dizer-lhe que assim não vale. Que se estamos no meu universo paralelo, não agimos sem sentido, por impulsos, por vontades. Preciso de estabilidade, mesmo sem ver a vereda. Não é por medo do desconhecido... Desengana-te se é isso que pensas. Tenho curiosidade mas as sementes da incerteza precisam de estar semeadas em terra firme, fértil, para que possam dar fruto e ser uma árvore frondosa na sombra da qual eu me abrigo. Sabes quem é essa sombra? Quem alimenta o meu pequeno rebento sedento de crescer? És Tu. Tu, alicerce da minha casa interior.

1 comentário:

Patrícia disse...

Eu acho, minha querida Rochinha, que Ele já nos dá esse dom de comandarmos a nossa vida.
Ele só nos guia os passos e ampara-nos as quedas quando não sabemos usar o tal dom da melhor forma =)*