terça-feira, 26 de maio de 2009


Hoje pensei em tanta coisa que nem sei o que escrever. Tenho sempre papel e lápis à mão (gosto de escrever a lápis) caso me lembre de algo relevante mas hoje nem isso consegui fazer. Enquanto vinha do metro para casa montei um texto na minha cabeça. Todinho, completo. Cabeça, tronco e membros. Pelo menos à minha maneira. E agora não o consigo reproduzir. Não com a mesma fidelidade que surgiu. E isso fez-me entender outra coisa. As coisas bonitas são assim, fugazes. Não que o meu texto fosse particularmente belo porque nem era.. Mas tudo o que é realmente perturbador dos sentidos, pela magnificência que abarca, é fugaz. E o que dura são as recordações. As memórias ternas, que de vez em quando se acendem como holofotes em noite de estreia. E hoje foi dia de holofotes. Holofotes que não me ofuscaram e trouxeram a vontade de dançar e cantar em plena rua. E foi precisamente isso que fiz. Obrigada, voltem sempre. Amanhã o espetáculo continuará.. Porque a minha vida é cheia de sonhos.

1 comentário:

Joana Almeida disse...

"As memórias ternas, que de vez em quando se acendem como holofotes em noites de estreia."

É isso... Sou coleccionadora (faço colectâneas! xD) de memórias ternas contigo. É isso! És tantas vezes holofote, em noite de estreia, ou na última exibição...