sábado, 7 de junho de 2008


Fitas-me com esses olhos de menino pequeno, arregalados e brilhantes, como quem pede uma promessa eterna.. E sinto-me em casa. Acolhida, protegida entre cada abraço sentido. Há tanta coisa que poderia dizer-te mas parece tudo tão vazio de significado quando penso em cada momento vivido no sussuro de uma rua vazia, escondida do mundo. És tão cheio de coisas boas, de toques que marcam, de beijos que não se esquecem, de palavras que ecoam na altura certa... E é tão bom fazer parte de tudo isso. Deixar-te prometer que me aninharias e protegerias durante a noite, que me abraçarias sempre que necessitasse, que posso contar com a certeza da tua mão na minha... Embalas-me a alma, sabias? Contas-me histórias secretas e adormeces-me, neste amor doce, vivido na plenitude de gestos comuns mas tão nossos... Tão meus, tão teus, tão nossos. Tens-me... E o resto é tanto e tão bom que tenho medo de não saber guardá-lo e cuidá-lo.