domingo, 4 de maio de 2008


Sim, tenho medo. Sim, sou egoísta. Não estava preparada para que entrasses na minha vida como entraste e senti-me revolvida. No corpo, na alma e no coração. Chegaste e foste pisando areias movediças com uma segurança que me tranquilizou e assustou... Vivi entre o medo e a segurança porque quis, bem sei. Não te quero deixar partir mas mantenho a minha porta fechada, porque me assusta ser feliz. Assusta-me a insegurança de um futuro por construir e assusta-me sair do casulo, mesmo sabendo que as metamorfoses fazem parte da vida, do crescimento. Não quero crescer... Quero crescer mas não sei como. Porque sou demasiado insegura e fria, porque desconheço as consequências do meu cativar ou tenho medo de abrir os olhos para elas. Posso viver sem ti, eu sei que posso... Mas será que estou disposta a abrir mão de ti e deixar-te ser feliz fora de mim, fora do "nós" que nunca deixei existir? Não sei... Não sei e tudo isto me prende e me afoga em mais perguntas, lágrimas e medos. Não és um caminho fácil, sempre mo disseste. Mas também me prometeste que estarias comigo, acontecesse o que acontecesse. E é por isso que insisto em apertar a minha mão na tua quando sei que o certo é largar-te, porque sabes abrir as asas e voar para longe de mim. Mais uma vez tenho medo ao pensar nisto. Tenho medo de me ver sozinha num caminho desconhecido e tenho medo de voltar a velhos caminhos. Tenho medo, pronto. Mas vou deixar-te partir porque mesmo que a minha felicidade resida em ti, não tenho coragem de te ter por inteiro.


Não, não é autobiográfico, mas gosto de contar histórias assim, na primeira pessoa. Sei que há quem vá compreender.

2 comentários:

DuckyGirl disse...

sinto q compreendo ;)

Luis Oliveira disse...

sorte dos que não tem medo de cair!