quinta-feira, 12 de julho de 2007


Dá-me a mão. Com força. Isso, assim mesmo. Anda! Vamos correr como quando eramos pequeninas e o mundo era nosso. Vamos brincar na lama, fazer construções, atolar carrinhos, brincar às famílias. Vamos com o avô dar de comer aos animais, entrar no galinheiro e trazer os ovos das senhoras galinhas. Vamos perder-nos no olival, brincar com os cães e inventar mundos só nossos. Vamos dormir a sesta, no calor morno da tarde e ver as estrelas na brisa da noite. Ouvir os grilos e as cigarras e pensar que não precisamos de mais nada. Vamos nadar no tanque, com medo de escorregar. Vamos brincar com os Nenucos e as Barbies. Dar-lhes banho enquanto tomamos também. Vamos beber água do furo, molharmo-nos todas e rir. Rir como antigamente. Vamos ouvir a história da Senhora Cabaça que corria, corria sem parar. Vamos correr como ela. Vamos dormir na mesma cama, rir antes de dormir, tirar os lençóis uma à outra. Rir de manhã, das parvoíces que dissemos durante a noite. Vamos comer pão com Tulicreme, como a avó fazia quando eramos pequeninas. Vamos trepar às árvores, arranhar os joelhos, rasgar os calções. Vamos comer flores, daquelas cor-de-rosa. Tão doces, meu Deus. Vamos! Vamos ser pequeninas outra vez e rir. Rir com o corpo todo, como se o amanhã não importasse.


Para a prima Catarina. Prima como se fosse irmã de verdade. *

4 comentários:

Catarina** disse...

Gostei...

Gostei de ler o texto e ver exactamente tds akeles belos momentos...

Momentos que tenho saudades!!

Beijo**

Mana disse...

E quem é que ensinou estas meninas o doce das flores cor-de-rosa?Aqui a mana grande!!!Que saudades dos tempos mágicos em que o melhor do mundo se resumia a um pedaço de terra!

MS disse...

Ontem disse à Silvia que achava que tu e eu tinhamos vindo do mesmo lado. Feitas da mesma matéria, nascidas da mesma essência, seja lá de que forma for. É verdade que já disse isto muitas vezes, e é tb verdade que acho que é mais um acerto nos gostos, é mesmo uma coisa interior.

Ler isto hoje foi outra vez, ler-me. Tudo, sem tirar nem pôr. É verdade que todos temos sensações destas, e já posso ter lido muitas coisas assim, e nenhuma fui tão eu. Nem tanto a minha infância. É comovente para mim, muito mesmo, mais do que seria de esperar ao chegar aqui.

Dizer que sim, as flores cor-de-rosa, são muito boas. São ainda, embora naquela altura soubessem a uma vida, mesmo que eu o não soubesse. Comi tanto disso, uma coisa louca xD

'Rir com o corpo todo'..e as sestas!! Eis a eterna felicidade xD

beijinho**

Joana Almeida disse...

Pensei até à ultima linha q o texto fosse p a mana... Afinal n era, mas no fundo é... Vê-se q sim! ;)

É tão bom ter a infancia partilhada c outra pessoa... Feita destes pequenos nadas q sao td e q nc pensámos q viessem a deixar saudades. Cm o sabor do tulicreme, por exemplo, q ja n sabe ao mm... lol.

E é tão bom pertencer a um sitio onde a terra tem um cheiro, as flores têm sabor e a avó tem galinhas... ;)

Esta miuda n pára d m surpreender... E guess what? Smp pela positiva!!! =D