quarta-feira, 28 de março de 2007


Nunca deixaste que te mostrasse a verdadeira forma do amor. Do meu amor. Sempre tiveste medo de me encarar a sério, de verdade, como se daquilo dependesse a tua vida. Eras mimado, carente, desprotegido... Eu era maternal. Daí combinarmos tão bem (ou tão mal). Trazias o mar nos olhos e as mágoas do mundo no abraço frio, a precisar do meu quente. Era isso que precisavas sempre, não tinhas medo de o dizer... Mas tinhas medo de o amar. De amar esse abraço que querias mais que o ar que te trazia vida, mais do que o sorriso que me iluminava o rosto, cada vez que vinhas. Nunca deixaste de vir mas um dia fechei os braços. Decidi que os devia fechar. Não te queria assim, queria-te todo para mim. Queria que precisasses de mim sempre, que me tomasses como uma dependência, que sentisses os pulmões colapsarem se não me visses, se não respirasses o meu amor. Queria isso tudo e muito mais. Fechei os braços porque percebi que não queria ser mãe, mas sim amor. Aquele amor que nunca deixaste que te mostrasse.



Não duvido que ela fosse louca, mas também era genial no que fazia!!!
Janis Joplin, com "Cry" !

Post dedicado à mana... Pelo texto e pela música! Ela sabe! :)*

4 comentários:

Nice disse...

A Janis é o meu alter-ego..há qualquer coisa na voz pura e magoada dela que me emociona tanto quanto me assusta!E eu gosto e eu percebo!Obrigado,mana!

silvia lopes disse...

Um texto mto forte em termos emotivos e mto sincero, nota-se k transpusest algo de dentro de uma forma aberta! gxtei mais uma vez ;)

beijinho***

MS disse...

Qualquer dia pareço um disco riscado mas tu fazes por isso. Que gostei muito, porque vem de algum lado que não se vê?? Pois tá claro.

Como escrevia um que acabei de ler agora..." o coração é um bicho e não ouve.."

beijinho**

Orlando Nascimento disse...

Hello!
Vi o teu comentário no meu post sobre o HI5...
Hummmm... posso ver o teu?
Também ando por lá... :)

Bjo